| Quando contemplo o horizonte fica lá o meu olhar tão inocente, não tem um lugar que me aponte em qual dos dois lados fica o poente. Um pássaro cortando o céu vai, aumenta a saudade que não cai, e maltrata uma alma tão carente. A tristeza se apresenta silenciosa, nada comenta, é doença que me contrai. Bem antes que a primeira estrela desponte sinto a alma invadida por um entorpecente, e não tenho remédio, falta me essa fonte o que torna a melancolia mais ardente. Digo ao corpo, aguentai, inerte meu olhar, deixai, injete o veneno da serpente. Prenda a alma, acorrenta, lança sobre mim a tormenta, esqueço dela, essa dor distrai. GIL DE OLIVE |
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
ONDE FICA O POENTE
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