Gostamos de nos imaginar bons e generosos.
Mas se nos debruçássemos sobre o poço de nossos
sentimentos e desejos mais secretos, esse túnel vertical
onde se escondem nossas maldades, mesquinhezas,
egoísmos e misérias - estou certa de que não reconheceríamos
a nossa própria face refletida na água do fundo.
De vez em quando faço a experiência e sinto vertigens.
Estou agora debruçada nas bordas do meu poço,
fazendo uma sondagem no tempo.”
Erico Verissimo.
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