sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ausência


Carlos Drummond de Andrade                                                                                                                                                                                         Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim                                      .

"Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho. As belezas que se mostram sem fazer suspense. As afeições compartilhadas sem esforço. 

As vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite. As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa. 

A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que veem são da bondade" - 


ೋೋ ___Ana Jácomo ___ೋೋ 




Gostamos de nos imaginar bons e generosos.
Mas se nos debruçássemos sobre o poço de nossos
sentimentos e desejos mais secretos, esse túnel vertical
onde se escondem nossas maldades, mesquinhezas,
egoísmos e misérias - estou certa de que não reconheceríamos
a nossa própria face refletida na água do fundo.
De vez em quando faço a experiência e sinto vertigens.
Estou agora debruçada nas bordas do meu poço,
fazendo uma sondagem no tempo.”

Erico Verissimo.




Gostamos de nos imaginar bons e generosos.
Mas se nos debruçássemos sobre o poço de nossos
sentimentos e desejos mais secretos, esse túnel vertical
onde se escondem nossas maldades, mesquinhezas,
egoísmos e misérias - estou certa de que não reconheceríamos
a nossa própria face refletida na água do fundo.
De vez em quando faço a experiência e sinto vertigens.
Estou agora debruçada nas bordas do meu poço,
fazendo uma sondagem no tempo.”

Erico Verissimo.



"Eu exercito o silêncio; que os versos
de minhas leituras e orações encham-me de deleite.
E quando o prazer de compreendê-los silencia minha língua,
então, como num sonho, entro num estado em que meus
sentidos e pensamentos ficam concentrados. Quando, então,
com o prolongamento desse silêncio, o tumulto das lembranças
acalma-se em meu coração, ondas incessantes de satisfação
são-me enviadas por pensamentos interiores,
superando expectativas, elevando-se subitamente
para deleitar meu coração."

Alberto Manguel.


“É sabido como os nossos pensamentos,
tanto os da inquietação como os do contentamento,
e outros que nem são disto nem daquilo, acabam,
mais tarde ou mais cedo, por cansar-se e aborrecer-se
de si mesmos, é só questão de dar tempo ao tempo, é só
deixá-los entregues ao preguiçoso devanear que lhes veio
da natureza, não lançar na fogueira nenhuma reflexão nova,
irritante ou polêmica, ter sobretudo, o supremo cuidado de
não intervir de cada vez que diante de um pensamento
já por si disposto a distrair-se se apresente uma
bifurcação atrativa, um ramal, uma linha de desvio."

José Saramago.

Razão de viver ...

Você é a minha razão de viver,
razão da minha sobre vivência,
sem você confesso na minha vida
só hávera turbulências.

Você tem um beijo que me deixa
fora da gravidade,pois me deixa
completamente boba e com você
só existe felicidade.

Você é meigo e inteligente sem
calcular nada,sabe a dosagem
certa de amor que eu necessito
por dia ...

Você é meu docinho,benzinho,
amorzinho,amorzão,coração,
fica na minha vida que eu prometo
minha eterna paixão!TE AMO!

Débora Enes                                                                  

Palavras




"Saber doar-se para saber se o outro se importa. 
Saber doer-se para entender o que realmente te importa. 
Saber dosar-se para saber o que é realmenté válido.
Exceder-se para conhecer as tuas sobras.

Podar-se para livrar-se dos tais excessos.
Saber cair para mensurar a dimensão do sonho.
Saber sonhar-se na medida limitada imposta pelo mundo.
Saber colocar-se com cuidado para caber direito.

Saber produzir-se para causar o melhor efeito.
Conhecer-se na procura dos próprios defeitos.
Encontrar-se na procura do conhecimento.
Saber se chorar por dentro, lavar-se inteiro.

Saber esquecer-se quando já foi dito.
Saber prosseguir, quando não te acompanha.
Saber perder-se na imensidão do universo.
Saber tatear no escuro das decepções.
Saber esconder-se, encontrar-se.
Saber-se. Ser."

Camila Heloíse

Eu só queria.



Eu só queria poder ser o céu que te ilumina,
O calor que te aquece,
E a lua que faz sonhar.
Mas no fundo sinto que meu amor é como o ar,
E que somente sussurrando no seu ouvido eu posso transmitir,
e despertar sensações,
Quem sabe assim como as ondas, você possa vir
de encontro ao meu corpo.

Feliz Páscoa.

Débora C. Enes.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Falando ao Coração




Desperta, coração! vamos morar
N’uma casinha branca, ao pé do Mar…
Que seja linda como é linda a Lua
Que em noites santas pelo Azul flutua:
Imaculada como a luz do Amor,
Alva de neve como um sonho em flor.

Quando a Noite vier… se no meu seio
Estremeceres cheio de receio,
- Tremendo a sombra que amortalha o Dia
E cobre a terra de melancolia, -
Longe do mundo e da desesperança,
Hei de embalar-te como uma criança.

Quero que escutes o gemer profundo
Do Mar que chora a pequenez do mundo
E ouças cantar a doce barcarola
Da noite imensa que se desenrola,
Dando perfume ao coração dos lírios,
Trazendo sonhos para os meus martírios.

E quando o Sol nascer; quando, formosa
Como uma garça branca e misteriosa,
Batendo as asas cor de neve, a Aurora
Vier cantando pelo mundo a fora,
Rufla as asas também… e forte, então,
Tu podes palpitar, meu coração!

Acorda para a Vida e canta e canta,
O Sol da Terra - iluminada e santa!
Deixa o teu sonho de saudade e dores
Dormir no seio trêmulo das flores…
E foge e foge pelo Espaço, à toa,
Pomba exilada que a seus lares voa!

Esquece a louca e pálida amargura
Que há tantos anos meu viver tortura…
Canta o teu hino de ilusão querida,
Esquece tudo o que não seja a Vida,
E, para o Céu das alegrias mansas,
Conduz nas asas minhas esperanças…

Não vês? Minh’alma é como a pena branca
Que o vento amigo da poeira arranca
E vai com ela assim, de ramo em ramo,
Para um ninho gentil de gaturamo…
Leva-me, ó coração, como esta pena
De dor em dor até à paz serena.

Desperta, coração, vamos morar
N’uma casinha branca, ao pé do Mar…
Quero que escutes, a sonhar comigo,
A queixa eterna do Oceano amigo
E ouças o canto triunfal da Aurora
Batendo as asas pelo Mar a fora…

Auta de Souza

Goulinho a cantar

O Goulinho já tem sol nas suas ruas 
Corre a água fresquinha na ribeira 
E com a luz ainda da lua
Já está o Manuel na paragem da carreira 
Também vem a Maria na corrida 
O Joaquim vem mais devagarinho 
E na adega Gabriela está escondida 
Come queijo e bebe um copo de vinho    
               
Uma rosa que já foi roubada 
Cheira bem cheira a Goulinho 
A roseira ali na calçada
Cheira bem cheira a Goulinho 
Um copo de vinho e broa 
Um cabrito no forno assar 
Cheira bem porque é o Goulinho 
Goulinho tem fama de saber amar

  
O Goulinho está longe do rio 
O nosso povo vive na solidão 
O inverno a chuva o vento frio 
É o desejo que depressa chegue o verão 
O Goulinho tem sempre um sorriso 
Os rapazes encantam as raparigas 
E ás vezes até perdem o juízo 
Mas elas é que não vão em cantigas
                       
António Assunção

FADO SONHADOR

Quando para ti olhei
Tu nem para mim sorriste
Olhaste para outro lado
Fingiste que não me viste
Eu queria que fosses minha
Fiz tudo para te agradar
Tu não olhavas para mim
Estavas-me sempre a gozar
Estavas na tua janela
O teu olhar era triste
Fiz um sinal e chamei
Fingiste que não me viste
O amor que eu te tenho
É amor surdo e mudo
Eu quero falar contigo
Mas não me dás um segundo
Eu gosto muito de ti
Mas não sei o que fazer
Para te agradar
Para um dia te ter
Espero ocasião
De trocarmos os olhares
Estarmos de frente a frente
Para comigo falares
Queres chamar-me atenção
Não sei se o queres fazer
Finges não olhar para mim
Mas estás a querer me ver
Eu não sei o que tu queres
És uma mulher mistério
Tens a cabeça no ar
Não levas nada a sério
Tu andas á minha volta
Mas o que tu queres já não dou
Eu desisto estou farto
Para mim tudo acabou
Teu penssamento voava
Como ave de rapina
Hoje tu vendes o corpo
Na rua em qualquer esquina

Antonio Assunção

SEGREDO

 Levas a troucha á cabeça
                Vais lavar a roupa ao rio
                Cuidado não adoeças
                Que hoje está muito frio

                Levas um olhar triste
                Só vais a olhar pró chão
                Eu gostava de saber
                O que tens no coração

                Esfregas a roupa na pedra
                Não páras nem um momento        
                O rio queria saber
                O que tens no pensamento

                Só estás tu e o rio
                Lavas em água corrente
                Maria diz lá ao rio
                O que está na tua mente

                Estende a roupa põe ao sol
                Hoje está um lindo dia
                Não revelas o segredo
                Não dizes nada Maria
       
                Água corrente tudo lava
                O rio corre noite e dia
                A má lingua a inveja
                A água não lava Maria
               
                Acabaste de lavar
                E nada disseste ao rio
                Voltaste com teu segredo
                Voltaste cheia de frio

                Ao chegar a casa choras
                Tu estás cheia de medo
                Que o teu amor não volte
                Pois é este o teu segredo.
               
                Antonio Assunção


”Senhor!
Cura-me deste hábito de dar as costas quando sinto repulsa
por aquilo que meu próximo diz ou faz e mostra-me como devo
agir para que ele renove hábitos e linguagens na minha frente.
Corrige-me o coração enquanto é tempo, meu Pai, retirando
dele a convicção que a vida é irrecuperável, e modela-o conforme
Tua lei, para que eu aprenda a viver com menos preconceitos e
julgamentos e com mais misericórdia, alegria e amor.
Assim seja."

Chico Xavier

UM POUCO DE MIM

                       Nasci numa casa pobre
                        Pobre e sem vintém
                        Tinha amor e carinho
                        Dado por avó e mãe

                        Cresci mandaram-me à escola
                        Sacola ao ombro ia a correr
                        Levava uma pedra de louza
                        Para nela escrever

                        Fiz a quarta classe
                        Puseram-me a trabalhar
                        Fui ganhar mais uns tostões
                        Para na casa ajudar

                        Voluntário fui para a tropa     
                        Paraquedista quis ser
                        A instrução era dura
                        Era preciso aprender

                        Nós já éramos amigos
                        Começamos a namorar
                        Logo que regressei da tropa
                        Pensamos então em casar

                        Cerimónia muito linda
                        Lá a levei ao altar
                        Com familia e amigos
                        Em fátima fomos casar

                        Lá batizamos os dois filhos
                        Foi lá no mesmo altar
                        Aquelas duas crianças
                        Que Deus Senhor nos quis dar

                        Governámos nossa vida
                        Eu e ela a trabalhar
                        Muitos sacrificios fizemos
                        Para os filhos educar

                        Hoje já são maiores de idade
                        Felizmente bem formados
                        Dão-nos muitas alegrias
                        São nossos filhos amados

                        Trinta e quatro anos de casados
                        Estão mesmo completos
                        Com alegrias e tristezas
                        E amor para os nossos netos

                        Contei um pouco de mim
                        E da minha mulher
                        Eu mentiroso não sou
                        Acredite quem quizer.

                        António Assunção

VIM AO MUNDO

A este mundo cheguei
Com vontade de chorar
Depois de ver minha mãe
A vontade era cantar

Minha mãe estáva feliz 
Agarrou-me com jeitinho
Encostou-me ao seu peito 
Mamei o primeiro leitinho
   
O meu primeiro banho
Senti-me muito mimado
Os carinhos eram tantos
Fiquei todo animado
               
Nasci numa casa pobre
Era humilde a casinha
Não importa como era
Eu senti que era minha

Minha mãe me embalava
Com pressa para trabalhar
Quantas vezes me cantou
Com vontade de chorar

Um pai eu nunca tive
Um pai que não me educou
Enganou a minha mãe
E depois a abandonou
               
 Antonio Assunção       
                               



"Antes do homem o medo.
Antes do medo, o amor.
Antes do amor, a dúvida.
Pois nem Deus sabe quem o criou.
E o que prevalece em nós.
Exílios calados, quimeras que exalam em nós."

O Teatro Mágico

PARA TI MEU AMOR

Vi um lindo passarinho
                        Pousado numa flor
                        A cantiga que ele cantava
                        Era para nós meu amor

                        Gostei de o ouvir cantar
                        Mas que lindo tentilhão
                        Tinha uma penagem tão linda
                        Alegrou meu coração
               
                        Eu pensei logo em ti
                        Pensei na nossa união
                        Quando pedi a teus pais
                        Se me davão tua mão

                        Mas que ave tão querida
                        Acabei eu de pensar
                        Coitado do passarinho
                        Que leva a vida a cantar

                        Eu fui espreitar o pássaro
                        Foi muito devagarinho
                        Para não o assustar
                        Tinha a companheira no ninho

                        Vi dar comer aos passarinhos
                        Que pensamento me ocorreu
                        Vi o casal aos beijinhos
                        Era como tu e eu

                        Tanto tanto cansaço
                        Teve aquele passarinho
                        Mais a sua companheira
                        Para fazerem o ninho

                        Vamos os dois trabalhar
                        Unidos de mão na mão
                        Quero-te para toda a vida
                        Amor do meu coração
               
                                Antonio Assunção
Amar a si próprio é esse movimento:
não se resignar, não se conformar com o que foi feito,
não mergulhar na repetição desanimada dos dias:
olhar cada lembrança de frente e ver se ainda queima.
Olhar cada palavra de frente e ver se ainda queima.
Olhar cada atitude de frente e ver se ainda queima.
E incendiar a nossa vida na vida do outro."

Fabrício Carpinejar                                            

SAUDADES



“Depois de um tempo, a gente entende
que não há distância para aqueles que se amam,
contrariando o que dizem a quilometragem,
a diferença de fuso, o tanto de afastamento dos olhos.
Porque o olhar que importa é o olhar que ama,
é o olhar que sente, é o olhar que abençoa,
e esse olha de qualquer lugar.”

Ana Jácomo

PARA TI MEU AMOR

                    
                        Vi um lindo passarinho
                        Pousado numa flor
                        A cantiga que ele cantava
                        Era para nós meu amor

                        Gostei de o ouvir cantar
                        Mas que lindo tentilhão
                        Tinha uma penagem tão linda
                        Alegrou meu coração
               
                        Eu pensei logo em ti
                        Pensei na nossa união
                        Quando pedi a teus pais
                        Se me davão tua mão

                        Mas que ave tão querida
                        Acabei eu de pensar
                        Coitado do passarinho
                        Que leva a vida a cantar

                        Eu fui espreitar o pássaro
                        Foi muito devagarinho
                        Para não o assustar
                        Tinha a companheira no ninho

                        Vi dar comer aos passarinhos
                        Que pensamento me ocorreu
                        Vi o casal aos beijinhos
                        Era como tu e eu

                        Tanto tanto cansaço
                        Teve aquele passarinho
                        Mais a sua companheira
                        Para fazerem o ninho

                        Vamos os dois trabalhar
                        Unidos de mão na mão
                        Quero-te para toda a vida
                        Amor do meu coração
               
                                Antonio Assunção

Amizade




Que cada amanhecer do seu dia nasça contigo uma flor.
Que cada sorriso teu, seja as pétalas que torna esta flor mais completa.

Que cada pensamento positivo, seja o caule que a sustenta.

Que cada passo para a vitória, seja a terra que alimenta.

Que cada gesto teu, seja o sol que fornece energia,
e que o brilho dos teus olhos, seja a beleza e a simplicidade desta flor,
que me embriaga com o seu perfume e me encanta com seu carisma.

Esta flor que desabrocha em seus pensamentos e me transforma em você...

Uma flor que vai permanecer intacta às mais diferentes
épocas, aos mais inesperados destinos, uma flor que nunca vou permitir morrer.

Sabe porque? Porque ela é linda como você e porque todos a chamam de AMIZADE.
Autor Desconhecido

Dores da Alma

                                                                                                    
As dores da alma não deixam recados,
imprimem uma sentença que perdura pelos anos.

Um amor que acabou mal resolvido...
Um emprego que se perdeu inexplicavelmente...
Um casamento que mal começou e já terminou...
Uma amizade que acabou com traição...
Tudo vai deixando sinais, marcas profundas...

Precisamos trabalhar as dores da alma,
para que sirvam apenas de aprendizado,
extraindo delas a capacidade de nos fortalecermos...

aprendendo que o melhor de nós,
ainda está em nós mesmos...

Que amando-nos incondicionalmente
descobrimos a auto-estima...

Que se deixarmos seguir o caminho
da dor e da lamentação,
iremos buraco abaixo
no caminho da depressão.

As dores da alma não saem no jornal,
não viram capa de revista...

E só quem sente,
pode avaliar o estrago que elas causam.

Como não existe vacina
para amores mal resolvidos,
nem para decepções diárias,

o que vale é a prevenção...

Então...

Ame-se para amar
e ser verdadeiramente amado.

Sorria para que o mundo seja mais gentil!
Dedique-se para que as falhas sejam pequenas...

Não se compare, você é único!

Repare nas pequenas coisas,
mas cuidado com as grandes
que as vezes estão bem diante do nosso nariz
e não enxergamos...

Sonhe, pois o sonho é o combustível da realização.
Tenha amigos e seja o melhor amigo de todos.

Apaixone-se pela vida e por tudo o que é seu!

Sinta o seu cheiro e acredite em seu poder de sedução...
Estimule-se, contagie o mundo com o seu melhor...

Creia em Deus
pois sem Ele não há razão em nada!

E tenha sempre a absoluta certeza de que,
depois da forte tempestade,

o arco-íris vai surgir
e o sol vai brilhar ainda mais forte.
Paulo Roberto Gaefke
Colaboração: Anália
Fazia eu ao Senhor a minha oração
Deus, por seu anjo, pediu-me
um poema sobre as Belezas
de toda a Criação

Quando escrevi falando do Sol,
Senti Suas mãos me aquecendo

Ao falar da lua
senti Sua ternura me envolvendo

Falando eu dos animais
sentia-O me embalar como a uma criança

Falando das árvores e das flores,
senti Seu sopro de esperança

Falando das águas,
senti Seu mergulho em mim
com Seu mistério a me proteger

Falando do céu
senti Seu azul a me acolher

Falando do fogo
senti Sua chama purificando-me o ser

Falando do ar
senti Seu sopro divino a renovar meu viver

Terminado o breve poema
Apresentei-Lhe tudo quanto escrevi
Ouvi-O então dizendo:

"Prossegue, Tu não falaste de Ti"
(D.A)

ESTRADA DA VIDA

Pela estrada da vida
Vou seguindo meu caminho
Vazia vida sem destino
Um dia vou chegar
Pela estrada da vida eu sigo
Sem dia pra voltar
Posso ir para onde eu quiser
A vida é só minha
Posso ir para qualquer lugar
Quem sabe na estrada vou encontrar
O que sempre passei a buscar
A calma de um olhar
Sozinho pelo mundo a vagar
Juntos faremos um só caminho
(Bety Viotto)
                                                                                                    Uma noite das normais,
Um burrinho e uma vaquinha
Num estábulo de animais,
Manjedoura com palhinha.
 

E os viandantes chegaram,
Nossa Senhora co'as dores,
E aí se acoitaram
Sem ajuda, sem favores.
 

O Seu Menino nasceu,
Tal como lhe fora dito
P'lo Anjo que apareceu
A anunciar o Bendito.
 

Nas palhinhas O deitou,
Enfaixado com amor,
Só São José ajudou
E os animais co'o calor.
 

 
Com esta simplicidade
Nasceu o Filho de Deus,
Exemplo de humildade
Pra todos desceu dos Céus.
 

Essa é a noite especial
Que sempre comemoramos
Em cada ano, O Natal,
Com que ternura O amamos!
 
 
Maria da Fonseca

CAMINHANDO PELA ESTRADA DA VIDA

                   r
Retrato de anderson maciel ramos
caminhando pela estrada da vida te encontrei
caminhando pela estrada da vida me deliciei
caminhando pela estrada da vida vc apareceu e tudo mudou
caminhando pela estrada da vida vc agora faz parte de mim e para mim é o meu amor
caminhando pela estrada da vida deus de deu vc
caminhando pela estrada da vida achei vc
caminhando pela estrada da vida vinhestes e agora es a minha paixão
caminhando pela estrada da vida aparecesse e mudasse o rumo do meu coração
caminhando pela estrada da vida vc apareceu
caminhando pela estrada da vida vc muito amor me deu
caminhando pela estrada da vida, continuo a caminhar
sem parar sem cesar
sem medo de poder errar
pois sei que estas aqui no meu coração
aparecesse de repente e mudasse a minha canção
fizeste eu cantar uma música de felicidade
e agora sou feliz sem ter coisas que me maltrate
pois estou aqui falando do meu amor
estou aqui amando quem quer que vc ache que for
mais que pra mim é o amor da minha vida
te amo minha amada querida.Anderson Poeta

poemas amor 5º concurso

Cuidando da natureza

                                                         Vamos cuidar
Da mãe Natureza
Preservando a vida
Do nosso Planeta.

Não desperdicem água
Para não faltar
Separe todo lixo
Para reciclar.

Não destruam as matas
Árvores e flores
Que enfeitam o mundo
Com as suas cores.

Não poluam o ar
Isso não é legal
Na certa vai causar
O aquecimento global.

Vamos trabalhar
Nessa tarefa urgente
Para preservar
O nosso meio ambiente.
 

Leila Maria Grillo


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Quando as brumas do sono me envolveram,
Caminhei através de incríveis sensações,
Conseguia perceber teus sentimentos,
E muitas alegrias em mim reviveram.
Tudo que durante o dia nos falamos,
A certeza da vida e da felicidade,
Teu olhar profundo com ansiedade,
E esse amor que experimentamos.
Nossos passos dançando ritmados,
Os corpos na coreografia sensual,
Os desejos já tão transtornados,
E as vibrações do emocional.
Meu inconsciente a transbordar,
De loucuras prementes e irracionais,
O ego a pedir os prazeres habituais,
E o coração acelerado a colaborar.
E nesse mundo eletrizante eu me comprazia,
Lembrando dos teus carinhos insuperáveis,
Reconhecendo minha alma nessa alegria,
Dizendo-me dos desejos irrecuperáveis.
E nesse passo continuamos a dançar,
Sentindo o ritmo que nos envolvia,
Pressentindo o que nosso ser queria,
E procurando-te pressurosa ao despertar.
Poema retirado do livro da autora "Pelos caminhos da alma