quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PACIÊNCIA.


                                                                Ah! se vendessem paciências nas
farmácias e supermercados...

Muita gente iria gastar boa parte
do salário nessa mercadoria tão
rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que
parece uma "lady" solta palavrões
e berros que lembram as antigas
"trabalhadoras do cais", e o bem
comportado executivo...

"O cavalheiro" se transforma numa
"besta selvagem" no trânsito que
ele mesmo ajuda a tumultuar.

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam,
a voz da vizinha é um tormento, o jeito
do chefe é demais para sua cabeça, a
esposa virou uma chata, o marido "mala
sem alça".

Aquela velha amiga uma "alça sem mala",
o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar,
até o passeio virou novela.

Outro vi, um jovem reclamando que o
banco dele pela internet estava demorando
para dar o saldo, eu me lembrei da fila
dos bancos e balancei a cabeça inconformado.

Vi uma moça abrindo um e-mail com um
texto maravilhoso do Jabor e ela deletou
sem sequer ler o título, dizendo que era
longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem
paciência, sem tempo para a vida, sem
tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, pelo
jeito, a paciência sintética dos calmantes
está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém que você saiba que
é "ansioso demais", onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com
o vago de sua resposta.

E você?
Onde você quer chegar?

Está correndo tanto para que?
Por quem?
Seu coração vai aguentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do
miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar?

As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira
volta e, com certeza, no final do dia vai
completar o seu giro ao redor do sol, com
ou sem a sua paciência.

"Não somos seres humanos passando por
uma experiência espiritual...

Somos seres espirituais passando por uma
experiência humana..."


(Theilard Chardin).

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